Infantojuvenil

A OBRA LITERÁRIA INFANTIL E JUVENIL

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Na profusão de livros que o mercado oferece às crianças e jovens, cabe retomarmos quais são os elementos que singularizam um livro literário para a infância e para a juventude, colocando este objeto no patamar de “obra artística”.

Lígia Cademartori já observa, em 1986, que ao lado de edições cuidadosas, tanto do ponto de vista gráfico quanto da qualidade literária, há o livro que, mesmo destinado ao público infantil, não tem compromisso com os traços que afirmam a literatura infantil como um gênero literário. Portanto, nem tudo que circula como livro destinado à criança é, de fato, literatura infantil. A autora afirma, considerando sua época, que há no mercado produções que não vão além do lugar comum estético e ideológico. O livro descrito pela pesquisadora, quase trinta anos depois, está cada vez mais presente na maioria das livrarias, a ponto de a procura de uma obra literária infantil ou juvenil exigir muito trabalho do leitor ou dos mediadores de leitura.

Mas o que diferencia, efetivamente, um livro para criança e jovem de uma obra literária infantil e juvenil? Obras de literatura infantil e juvenil de qualidade, segundo Maria José Palo e Maria Rosa Duarte de Oliveira (2006), devem estar em sintonia com o pensamento das crianças e jovens, com o pulsar pelas vias do imaginário. E é justamente nisso que os projetos mais arrojados de literatura infantil e juvenil investem, apresentando o texto com qualidade artística e oferecendo os melhores produtos possíveis ao público, que vai realizar uma leitura múltipla e diversificada. A partir das palavras das autoras,“leitura que segue trilhas, lança hipóteses, experimenta, duvida, num exercício contínuo de experimentação e descoberta. Como a vida” (2006, p. 11).

Palo e Oliveira ainda nos apresentam outro parâmetro para pensarmos na qualidade da literatura infantil, afirmando tratar-se das histórias e poemas que investem na inteligência e na sensibilidade da criança, possibilitando a ela tornar-se sujeito de sua própria aprendizagem e capaz de aprender “do”e “com”o texto. “Educação simultânea do par texto-leitor: ambos repertorialmente acrescidos e modificados no momento da leitura” (PALO; OLIVEIRA, 2006, p. 12).

Na Habilis Press Editora, são princípios como os apresentados acima que orientam o segmento de Literatura infantojuvenil, desde sua criação, em 2012. “Tua mão na minha”, de Eloí Bocheco; “Cem pinguins ou sem pinguins?”, de Adriano Messias; “O menino detrás das nuvens”, de Carlos Augusto Nazareth; “Vó que faz poemas”, de Celso Sisto; “Mojubá”, de Walther Moreira Santos; “O consertador de coisas”, de Milene Barazzetti;“Mãos de Amanda”, de Camila Doval e as demais obras para crianças e jovens são oferecidas ao leitor com zelo pela qualidade, expressa inicialmente nos originais apresentados à editora (nossos autores são íntimos dos princípios que Cademartori, Palo e Oliveira levantam) e também nos projetos gráficos e ilustrativos que empreendemos.

Fabiano Tadeu Grazioli (Habilis Press Editora)

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